"O estupro, a violência sexual, o abuso misógino, sexista e tradicionalista do machismo em se utilizar da mulher enquanto objeto não é um problema apenas das mulheres, é um problema social. Quando uma mulher sofre qualquer tipo de violência, toda sociedade e suas estruturas são violentadas. Isso se aplica também a qualquer preconceito e violência contra as classes homossexuais. Precisamos combater este tipo de tradicionalismo depreciativo". – Marco Buzetto (25/11/13).

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Verecundia: Texto 2

Leia um trecho da segunda história logo abaixo.

Aqui, o relato de uma adolescente.

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Certo, que menina nunca sonhou como seria a primeira vez? Todas. Aposto que sim. Minha segunda vez foi terrível, assim como a terceira, a quarta, a quinta... As coisas só começaram melhorar depois da vigésima, eu acho. Parei de contar a certa altura, e só tentava não pensar no assunto. Fazia sexo com pouquíssima frequência. Minha primeira vez? Saí com umas amigas da escola num final de semana pra assistir um lançamento no cinema lá do outro lado da cidade. Um filme bem legal. Então conheci um menino no cinema, lá da escola mesmo. Eu já o conhecia de vista, mas ali a gente ficou conversando, e ele falou que queria me dar um beijo. Foi legalzinho. Um beijinho meio desastrado. Eu já tinha beijado outros meninos. Mas parecia que ele não. Estava com a boca tremendo... Talvez pelo friozinho do ar condicionado.


Na outra semana a gente se encontrou de novo no mesmo lugar, e rolou uns beijinhos. Dessa vez com menos medo da parte dele. Foi uma noite muito legal. Até saímos pra tomar um sorvete; duas amigas e eu, mais ele, um primo mais velho e outro amigo. A noite teria sido perfeita... se naquela noite alguém não tivesse me estuprado.

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